Qual a importância dos inversores e softstaters? Confira

inversores e softstaters

Qual a importância dos inversores e softstaters? Confira

Muitos compradores da indústria (suppliers) se acostumam gradualmente com a terminologia dos comandos elétricos, fundamental em um universo de automação industrial. Entretanto, para fazer uma provisão de suprimentos “cirúrgica” em suas compras online, melhor será se você conhecer ao menos o básico do funcionamento dos motores. Um exemplo é ter consciência das diferenças entre inversores e softstarters.

Você sabe, a princípio, o que são inversores de frequência e qual a diferença entre eles e os soft starters (que muitos na própria linha de produção acreditam serem sinônimos)? Hoje você vai aprimorar seus conhecimentos em máquinas elétricas para dar mais segurança ao manuseio dos equipamentos em sua fábrica e mais eficiência na gestão da cadeia de suprimentos! Confira!

O que são softstarters?

Softstarter é o nome de um dispositivo microcontrolado, utilizado nas partidas indiretas para dar mais suavidade à explosão inicial e parada do motor corrente (ele substitui outros métodos indiretos de partida, como chave “estrela-triângulo” e chave compensadora).

O softstarter é composto por pontes de tiristores (SCR’s) alavancadas por um circuito eletrônico, no intuito de gerenciar a tensão de partida do motor e a sua desenergização. Com isso, a energização e a desenergização são abrandadas, com as seguintes consequências:

  • diminuição de picos de corrente;
  • possibilidade de partida suave;
  • garantia de proteção do sistema;
  • redução do consumo de energia.

Em seu conhecimento sobre as diferenças entre inversores e softstarters, é importante saber que este último tem papel preponderante apenas na partida, já que após essa adequação inicial, a rede elétrica é conectada diretamente ao motor.

Sem esse dispositivo (que pode ser encontrado no e-commerce especializado), a corrente elétrica (inicialmente desregulada) em um equipamento de movimentação de carga poderia trazer impactos bruscos sobre os materiais transportados, ou mesmo danos à própria máquina.

O que são inversores?

Pois bem, então o que seriam os inversores de frequência? Qual a diferença entre inversores e softstarters?

Os inversores de frequência já estão presentes em muitas aplicações industriais, como geladeiras ou secadoras de roupas, por exemplo.

Diferentemente do softstarter, usado em aplicações de baixo/médio torque, e em situações em que o fundamental não é a velocidade (mas sim a redução do desgaste na partida e parada da máquina), os inversores são direcionados a aplicações que imponham alto torque e em que o controle completo da velocidade é crucial.

Não se trata mais da gestão apenas do acionamento/desligamento do motor, mas da manutenção da velocidade constante durante todo o funcionamento do maquinário. Ou seja, suavemente, acabamos por entregar o conceito básico dos inversores de frequência: são dispositivos utilizados para controlar o motor durante toda a sua operação.

No inversor, a rede é corrigida, filtrada e aplicada a uma ponte de IGBTs (chaveados em frequência de até 16 kHz). Com esse mecanismo, é possível manter a velocidade constante ou variá-la conforme acionamento manual — sem que haja sobrecarga de corrente.

Seria o caso de um equipamento com 3 velocidades (alta, média e baixa). São os inversores que permitem que você transite entre uma velocidade e outra sem que os aumentos bruscos de corrente destruam o motor.

Qual a importância dos inversores e softstarters?

De certa forma, já falamos bastante sobre a utilidade de cada um desses dispositivos, mas vale a pena sistematizar o raciocínio.

Inversores e softstarters evitam a queima dos motores por desajustes na corrente elétrica. Entre as diferenças, está o fato de que o soft starter, como o próprio nome já indica, se centraliza em garantir apenas uma “partida suave”.

Esse gerenciamento da tensão inicial se dá por meio do controle do ângulo de disparo de pontes de tiristores, mas isso se refere apenas aos processos de “saída” e “chegada” do motor (já que no decorrer do funcionamento, há conexão direta da máquina à rede elétrica).

Os softstarters são muito utilizados em moedores, compressores de ar e refrigeração, ventiladores, bombas, correias, escadas rolantes e esteiras de bagagens em aeroportos. Sua importância é ampla:

  • adequação precisa do torque e da corrente à necessidade da carga, sem acelerações repentinas;
  • ajuste da tensão da partida por um tempo pré-definido;
  • diminuição rápida da tensão a um nível programável (evitando, por exemplo, choques hidráulicos em sistemas de bombeamentos);
  • proteção contra sobrecorrente ou subcorrente.

Já os inversores de frequência controlam a velocidade de todo o processo de execução de um motor, como no caso da pá de um trator (coordenada de dentro da cabine de um veículo), que precisa manter estabilidade nos movimentos para evitar acidentes. Os inversores auxiliam no:

  • controle da velocidade da máquina, permitindo sua alternância sem risco de danos;
  • aumento da vida útil dos equipamentos;
  • redução do nível de ruídos e vibrações do motor;
  • elevação do rendimento dos maquinários elétricos.

Os inversores podem ser usados em bobinadeiras, tanques resfriadores, veículos basculantes etc.

Quais as vantagens de cada um deles?

Inversores e softstarters ajudam no prolongamento da vida útil de equipamentos e na economia de energia, mas por caminhos bastante específicos.

Enquanto o inversor de frequência atua na estabilidade do motor (permitindo suas mudanças de intensidade sem sobrecarga de corrente), a principal vantagem do softstarter é o controle na aceleração/desaceleração, o que nos leva à seguinte configuração:

Softstarter

  • gerenciamento da partida e frenagem;
  • proteção do sistema contra choques elétricos;
  • possibilidade de controle da partida de mais de um motor.

Inversores de frequência

  • gerenciamento da partida, frenagem, aceleração e velocidade durante todo o período de funcionamento do motor;
  • proteção contra falta de fase e sobrecarga;
  • possibilidade de controle da partida de um só motor por vez.

A escolha por um ou outro dispositivo depende da necessidade do acionamento da corrente elétrica, decisão que deve ser feita por um engenheiro eletricista de acordo com a natureza da máquina, o espaço em que ela será utilizada e a carga a ser transportada.

Agora que você compreendeu a diferença entre inversores e softstarters, bem como a importância desses dispositivos no setor produtivo, assine agora nossa newsletter e receba, gratuitamente, dicas e conteúdos exclusivos sobre automação industrial, gestão de MRO (Manutenção, Reparo e Operações), otimização da cadeia de suprimentos, insumos industriais e muito mais!

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