Indústria 4.0: entenda os benefícios trazidos para o dia a dia

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Indústria 4.0: entenda os benefícios trazidos para o dia a dia

Uma produtora chinesa de compressores aumentou sua produtividade em 30% e diminuiu o volume de reclamações em 57%; milhares de quilômetros adiante, uma fábrica de smartphones apontou ganhos de eficiência de 30% e redução do ciclo de estoque em 15%. E o que dizer da processadora de gás saudita que derrubou o tempo de inspeção em dutos/maquinários em 90%? Todos esses são cases reais da Indústria 4.0.

Ter uma fábrica com linha de montagem inteligente — que executa comandos baseados em um centro de dados com autonomia para identificar e corrigir erros — não é utopia ou algo distante.

Isso já existe e atende pelo nome de 4ª Revolução Industrial, ou Indústria 4.0. Inclusive, com o barateamento de tecnologias como Big Data e Internet das Coisas, esse grau de automatizações pode também ser levado ao seu sistema produtivo.

Por outro lado, um levantamento divulgado pelo Fórum Econômico Mundial revelou que mais de 70% das indústrias estão ainda no início da jornada de automatização ou não conseguiram avançar para além da fase piloto. Entretanto, o que é Indústria 4.0 e como ir além da fase inicial? Vamos saber agora!

O que é Indústria 4.0?

No final do século XVIII, a máquina a vapor abriu as portas para a mecanização da produção têxtil, eliminando gradualmente o tear artesanal. Um século mais tarde, foi a vez do motor a combustão e do petróleo, como fonte de energia, extinguirem as charretes. No entanto, a roda da evolução não estava satisfeita.

A partir dos anos 70, entra em cena a microeletrônica, base para o surgimento dos computadores, que transformaram máquinas de escrever em peças de museus a partir da década de 90. Agora, estamos diante de um novo tsunami de inovação. Assim como as demais ondas, esta deve influenciar as empresas a se adaptarem a esse momento, marcado pela fusão de tecnologias físicas, digitais e biológicas.

A Indústria 4.0 tem como base a utilização abundante de sensores que remetem dados a um datacenter. Por meio dele, recursos de Inteligência Artificial e machine learning (aprendizado de máquina) dão a softwares cada vez mais autonomia para tomar decisões cerebrais, em um nível de precisão que as melhores mentes humanas não são capazes de tomar.

Qual é a importância da Indústria 4.0?

Essas novas tecnologias já estão imersas em todos os tipos de negócios, de uma imobiliária digital (que trabalha com visitas por realidade virtual e assinatura eletrônica) aos processos produtivos da indústria pesada (de base).

A Indústria 4.0 cria um fluxo de produção em rede mais preciso, flexível, barato, personalizado e gerenciado em tempo real. Com essa tecnologia, a linha de montagem de uma fábrica de automóveis, por exemplo, pode desenvolver veículos diferentes sequencialmente, sem necessidade de intervenções humanas na configuração.

Além disso, na indústria moderna, a chamada “4ª Revolução Industrial” tem uma função — especialmente importante — de injetar mais inteligência nos processos de abastecimento do fluxo de produção, ou seja, processos de MRO (Manutenção, Reparo e Operações).

Os recursos baseados em Internet das Coisas (IoT), quando levados ao controle de estoques (por meio de etiquetas RFID interligadas a um software, por exemplo), garantem o monitoramento de itens com reposição automática por Inteligência Artificial — timing “cirúrgico” que reduz perdas e aumenta sua margem líquida.

Alguns que podemos citar são:

Há exemplos já aplicados de Indústria 4.0 no setor produtivo brasileiro?

A 4ª Revolução Industrial não é um prenúncio do amanhã: é a realidade de muitas empresas que já conseguiram se reinventar e multiplicar seu faturamento, mesmo em momentos de crise. Por maior que seja o custo logístico no Brasil, se a sua indústria produzir com muito menos recursos, conseguirá reduzir o preço final e, simultaneamente, aumentar a margem de lucro.

Com isso, muito provavelmente haverá ampliação do market share, tanto pela elevação do ticket médio quanto pelo aumento da participação no mercado propriamente dita — e são muitas as indústrias que podem testemunhar sobre isso.

A maior produtora de bebidas do Brasil, desde 2015, adotou um sistema de automação para aprimorar o controle da temperatura no resfriamento da cerveja e, assim, usar a demanda energética exata para a produção, acabando com qualquer mínimo desperdício de energia.

Já uma das maiores montadoras de automóveis do mundo utiliza no Brasil os chamados “gêmeos digitais”, protótipos feitos em realidade virtual para nenhuma peça ser produzida antes da certeza de que será utilizada.

Há ainda um exemplo interessante vindo da indústria alimentícia. A maior rede supermercadista nacional já dispõe, há muitos anos, de um sistema que coleta dados de todos os clientes do e-commerce da rede, mapeando por Inteligência Artificial os exatos hábitos de consumo de cada cliente.

O mesmo software tem capacidade para monitorar a frequência de consumo, de forma que, quando um cliente cadastrado “desaparece” das gôndolas físicas ou digitais da empresa, o próprio sistema busca os gostos pessoais desse consumidor. Então, automaticamente em seu e-mail são remetidas promoções personalizadas como “cupom de 75% naquele seu vinho preferido”. Isso é Indústria 4.0, a alavancar também as compras online.

Quais são os benefícios da Indústria 4.0 para o dia a dia?

Apoiada em inovações como Big Data, Internet das Coisas, drones, impressoras 3D, computação em nuvem e nanotecnologia, a Indústria 4.0 traz ao sistema produtivo um redesenho completo das atividades, com destaque à:

  • virtualização de operações, com erros próximos de zero;
  • reposição de estoques e produção puxada pela demanda, e não mais com base em estimativas matemáticas que raramente se concretizam;
  • redução de desperdícios de insumos;
  • monitoramento e correções em tempo real;
  • agregação eletrônica de montanhas de dados de CRM, de modo a gerar um mapeamento minucioso da psicologia de consumo de cada cliente;
  • descentralização dos ciclos de produção, tornando a nova Indústria mais modular, flexível e independente.

Toda essa nova dinâmica se traduz em redução de custos, melhor uso dos recursos, aumento da produtividade, alcance da excelência produtiva e, por consequência, ampliação do faturamento. Lembra dos números reais que apresentamos no início do artigo? Esse é o panorama da Indústria 4.0.

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